segunda-feira, 22 de junho de 2015

Ilhados em nós mesmos




Seja um discurso político, uma júria de amor ou uma promessa dita a um amigo, se não forem levadas a sério e na intenção de cumprimento não passarão de meras palavras sem valor.
Quantas vezes mais serão necessárias tentar de novo? E quantas vezes será possível acreditar?
Não temos todas as respostas e nem precisamos delas para saber o que nos espera.
Tudo acontece muito rápido e ao mesmo tempo queremos saber de tudo. O psiquiatra Augusto Cury, criador da teoria da Inteligência Multifocal, diz que a maioria das pessoas sofre da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA). Somos bombardeados a todo instante com pensamentos de todos os tipos podendo controlá-los ou não. Impedem, por vezes, a concentração e o precioso sono renovador das energias. De acordo com o psiquiatra, que também é cientista, psicólogo e escritor, o mal do século é a própria ansiedade.
Conseguimos pensar naquilo que queremos e na hora que queremos?
Do mesmo modo que as coisas nessa vida vêm fáceis elas também podem ir, então será que vale a pena agir por impulso? Existe um segredo para a realização dos desejos?
A lei da atração diz que se depositarmos nossas vontades e desejos em algo ou alguém o universo irá conspirar a nosso favor. Não é algo instantâneo tampouco complexo... Apenas “imagine seu sonho realizado e ele se realizará”.
A realidade funciona dessa forma? O pensamento positivo pode ser um inimigo?
“Para que alcancemos nossas metas de vida, devemos confrontar nossos desejos com obstáculos reais, ajustando expectativas e descobrindo nossos limites” Gabriele Oettingen
Uma criança sempre irá sair dos braços da mãe para explorar o ambiente porque contesta o paradoxo da liberdade, assim como uma pessoa com fobia de altura irá desafiar isso em algum momento.
“Somos condenados a ser livres”.  Jean Paul Sartre
Quando criaram as prisões não estudaram o campo de batalha da mente. Alguém que fica preso sequer deixa de pensar na possibilidade de sair. Analisar as estratégias para escapar é inevitável.
A mente pode ser um cárcere?
Mas não fazer o que temos vontade não seria uma forma de prisão? O que é mesmo uma prisão?
Por que a música relaxa?
Nietzsche certa vez disse que na cidade grande estamos preocupados com o que pensam de nós. Porém a natureza não nos julga.
Por que quando estamos em meio à natureza sentimos paz e tranqüilidade?
 “A primeira condição para encontrar-se é saber aonde se quer chegar” Viktor Frankl

Estamos então perdidos dentro do nosso Eu interior?

2 comentários:

  1. Muitas vezes nos perdemos da nossa própria linha de raciocínio , de tantos pensamentos que nos rodeiam , pensamos tanto no que vão pensar de nós que acabamos agindo como estivéssemos certos , mais na real agimos apenas com o impulso do que tanto pensamos .

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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