Em meio a tantos protestos e oposições ao governo, é
possível perceber o significado dessa onda em São Paulo , como dizem os
cartazes “O povo acordou!"
Fui a alguns com o cartaz de mesmo nome desse texto e
encontrei vários amigos e conhecidos, vejo que ta todo mundo empolgado com esse
contexto.
Vamos à rua porque ficar parado e só reclamando para os
outros como geralmente faz o brasileiro não vai mudar nada. Se quisermos
melhoras temos que contribuir pra isso, temos que fazer nossa parte. Se todos
que utilizam o transporte público, e sabem o que todo mundo pode ver (trânsito
caótico e ônibus lotados), o mínimo é melhorar a situação dos ônibus e colocar
mais em andamento para então depois pensar em aumentar alguma tarifa. O povo percebeu
que esta sendo injustiçado faz tempo e que o governo sempre usa alguma desculpa
para aumentar tarifas, uma vez que já desviou muito dinheiro dos cofres
públicos e construções para estádios para a copa do mundo.
Os muros e paredes nos lembram dos gritos das multidões:
“Mãos ao alto; 3,20 é um assalto”; “vem pra rua que aqui é a maior arquibancada
do Brasil”; “O país do carnaval e da Copa abdica disso por mais saúde e
educação”.
Mascaras do V e Lula e até fantasias do Batman podiam ser
vistas facilmente por todos os lados.
Ônibus foram queimados, depredados, pixados e tiveram
cartazes presos em seus para brisas.
Atrasos freqüentes aconteceram e novos protestos vão sendo
marcados por meios das redes sociais. Agora não é só por causa de centavos ou
alguns direitos, agora é por mudança de verdade, é por melhoras na educação e
saúde que tanto prejudicam nossa evolução como nação.
Não queremos as crianças em tempo integral na escola sem ter
o que comer na cantina e com os uniformes e materiais atrasados. Nós queremos
as crianças protegidas e aprendendo de fato. A informação e o conhecimento são
as únicas formas de trazerem mudança.
A questão é que se o prefeito não respeita não pode cobrar
respeito. Se ele acha que apenas revogando o custo dizendo que outras áreas
serão afetadas, ele esta enganado.
È claro que algum acordo foi feito com as empresas privadas
e que elas não devem ter sofrido prejuízo e que vão aumentar os impostos para
sofremos de outra forma.
Ao acordar somos lentos, mas aos poucos estamos confiantes
da decisão, não para aqui.
Felizmente novas ferramentas já expandem a grandeza do
território onde existem os informados e curiosos com o país escolhido como sede
em 2014.
Brasília surpreendeu com tantas pessoas nas ruas assim como
Belo Horizonte e Griciuma foram à seqüência. São Paulo e Rio tardaram, mas o
efeito era inevitável.
É verdade que houve assaltos e prejuízos ao local público,
interditamento de rodovias e principais avenidas, facções que se aproveitaram
dos manifestos para roubar e causar tumulto, mas a força do povo foi
reconhecida.
O governador do Rio de janeiro devia sentir vergonha das
suas palavras ao explicar seus exagerados vôos com o helicóptero e saídas com
sua família a sua mansão no interior assim como Pelé e Ronaldo comentando sobre
a copa. O presidente da FIFA foi o que mais aumentou minha indignação. Como se
estádio de futebol vai ter a mesma utilidade depois da competição. É só
observar os estádios da África do Sul ou mais perto ainda nas localidades onde
ocorreram os jogos pan-americanos no Rio.
Com hospitais não fazemos copa, mas salvamos vidas. Com
escolas não fazemos copa, mas criamos cidadãos e mudamos nossa visão lá fora e ajudamos o país como um todo.
O mais incrível foram nossos simpatizantes na Europa e
América do norte. Os brasileiros de lá também estão preocupados com a situação
de seu país mãe.
Nos Estados unidos usam o estádio para uma partida de
futebol e depois, rapidamente já arrumam para jogar futebol americano ou
Baseball, essa é a diferença. Lá tem investimento forte no basquete, no skate,
golfe e tantos outros esportes.
Esqueça a imagem do turismo sexual, do carnaval e futebol.
Mas não somos só isso.
Aqui infelizmente não é um país de todos, como diz a
propaganda do governo federal, mas estamos progredindo aos poucos e prestando mais atenção as "brechas" e dividas dos funcionários do sistema.
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