domingo, 18 de novembro de 2012

Pôr do sol a nascer do sol

Quando se ama o que faz você quer fazer sempre que possível.
A vibe de ontem foi essa, eu e mais dois amigos da BBC fomos na Blink (Fordiesel) na Augusta onde rolou até uma mini pista de skate!
Não foi como esperávamos uma mini ramp completa, porém a diversão foi garantida.
Fomos a convite da minha amiga Manuela Maia que quando disse da pista não precisou de mais argumento algum. Diga para skatistas que seu evento terá uma pista e você terá o apoio deles, afinal skate sempre teve esse lance de fazer com os recursos disponíveis e descobrir que nem tudo esta relacionado com o dinheiro.
Um rolê de skate não gasta muita grana e ainda tem o apoio dos amigos que sempre ajudam na intera.
A balada começou eram 23:30 e compramos algumas Budweiser enquanto aindam montavam a rampa no palco do 2ª andar da pista de dança.
A galera começou a adentrar o local e a lotar os espaços, antes vazios. Enquanto isso começamos a aquecer as manobras em um espaço com ótimo chão perto do DJ lá no fundo. Depois de um tempo a pista ficou pronta, mas percebemos que la no palco não ia rolar porque se escapasse o skate poderia acertar as pessoas que dançavam lá em baixo, então, optamos, juntamente com os organizadores do evento, em levar a pista la pro andar de baixo e liberar o palco pra galera também, assim sobrava um espaço para andarmos lá em baixo. E foi assim que ocorreu, precisamos de umas 5 pessoas lá em baixo para transportar a rampa.
Deixamos ela paralela a parede para poder encaixar mais manobras e as pessoas abriram o espaço como um corredor para nós, foi radical.
Mandei um rock´roll to fakie, rock´roll reverse, f/s ollie e o skatista próximo de mim encaixou um hellflip muito alto na transição, foi pesado.
Percebi que haviam mais skatistas agora e quando um errava o outro encorajava, foi mesmo maneiro. 
Depois de um tempo as músicas ficaram melhores quando começou a tocar Linkin Park - In The End e a galera começou o bate-cabeça, Lá no palco uma garota começou a gritar para fazerem uma corrente humana lá em baixo e depois de alguns minutos pulou de lá de cima. O Palco tinha uns 3 metros, se não me engano. A balada rolou até as 06:00, mas saimos 05:00 porque o Gabriel queria ir embora e acabou convencendo eu e o Misael também. Pagamos nossa comanda, saímos da balada frente a rua Augusta e descemos de skate até a praça Roosevelt para conversarmos um pouco até cada um pegar seu rumo.
Subi a Augusta depois para trombar meu brother Matheus e fui dormir na casa dele, afinal é dormir para acordar depois andar de skate né, rolê épico!
montagem mini ramp
Eu na mini ramp


transportando a rampa para a pista de dança
garota pulando do palco






























quarta-feira, 31 de outubro de 2012

La pá Lapa, uma grande furada!


Tudo começa num rolê na Praça Roosevelt que tive num domingo.
Antes de subir para a praça andei um pouco de skate no teatro municipal enquanto esperava outro amigo do meu grupo e acabei conhecendo um skatista, tal de peixe, que dizia ter alguns shapes em casa e como eu estava necessitando de um shape novo, passei meu celular pra ele e marcamos de se encontrar na segunda na Lapa, pois era a metade do caminho pros dois, sendo que ele levaria os modelos que ele tinha para eu dar uma olhada e ver se fechávamos negócio.
Depois disso, meu amigo chegou. Subimos para a Praça Franklin Roosevelt, onde estava acontecendo o protesto anti-Kassab com a presença de shows do Emicida, Criolo Doido, Karina Buhr, Thiago Petit entre outros. Curti os shows e ainda andei de skate com a galera depois até o momento que começou a chover e cada um seguiu seu rumo. Eu acabei dormindo na casa do meu amigo Matheus.
Segunda, acordei com a mensagem do Peixe dizendo pra nos encontrarmos às 17h no terminal Lapa. Respondi dizendo que iria e o Matheus concordou em ir comigo. Quando já era à tarde descobrimos qual ônibus devíamos pegar e embarcamos para a Lapa.
Chegando lá, descemos umas avenidas e acabamos achando o terminal e o bendito peixe. Percebi que o peixe não havia trazido nenhum shape e estava com uma sacola vermelha. Ele disse para eu dar o dinheiro que ele iria passar no shopping da Lapa (que ficava do outro lado da rua) e compraria um shape da Santa Cruz por 50,00 com um amigo dele em uma skate shop, pois esse amigo vendia mais barato pra ele. Santa Cruz é um dos melhores, senão o melhor shape de skate e seus preços variam a partir de 180,00. O Peixe ainda pediu para eu ficar com sua sacola vermelha, na qual disse que havia uma calça na qual ele havia acabado de comprar.
O Peixe disse que voltaria em 10 minutos. Quando se passaram 20 minutos eu decidi ligar, e ele disse que logo voltaria e que estavam pegando o shape no estoque. Pediu-me para esperar no Mcdonalds porque ele iria comer um lanche e já iria pra lá.
Eu e o Matheus ficamos esperando no Mcdonalds. Olhei no relógio. Haviam passado mais 20 minutos. Liguei novamente pro Peixe e ele não atendia mais.
Furada. Finalmente a ficha caiu. Ele planejou tudo, até o lance de deixar a calça comigo para eu não desconfiar que ele fosse voltar.
Ao mesmo tempo em que minha cabeça explodia de raiva e vingança, tentei relaxar e ignorar o ocorrido. Abrimos a sacola e lá estava: uma calça usada, rasgada no bolso direito traseiro e nas barras. Por ideia do Matheus, fomos atrás de um mendigo para dar a calça quando avistei um deitado dentro de uma agência do HSBC. Entrei e ofereci a calça, ele sorriu, agradeceu e concordou em me deixar tirar uma foto.
Mais aprendizado. Mais um rolê. Mais fotos.  Menos 50,00 na carteira. 




















A esquerda: O "dingão" segurando a bendita calça.

A direita: O "Leprex", antes de darmos a calça.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Tempo: mestre do destino ou resposta às perguntas mais difíceis e complexas?


Sempre penso que existe algo maior do que nós, mesmo que não seja nossos ideais ou Deus, ou algo do qual não conheça.
O tempo sempre foi motivo de estudo, de preocupação e ao mesmo tempo parece algum tipo de deus, no qual, o homem criou para que, de certa forma, não ficássemos mais perdidos em nosso mundo do que já somos.
A questão é que não podemos controla-lo, apenas podemos e “tentamos” administra-lo.
Faço graduação em administração e meu pai e outras pessoas vivem me lembrando de que para ser administrador é preciso primeiro administrar a própria vida. Parece sarcástico, mas a verdade, é que eu talvez não saiba mesmo administrar minha própria vida.
Tenho um grupo de skate, mas não consigo liderar sem que haja reclamações ou mesmo saída de membros. Brothers Board crew. Irmãos de prancha, irmãos de outras mães. O tempo quer acabar com a liderança e eu continuo provando que eu posso liderar, que a nossa causa é nobre.
Sim, a vida é uma corrida. Talvez não uma corrida contra o tempo, mas uma corrida em que sempre estamos em movimento, sempre atrás de algum objetivo, e nossas atitudes demonstram isso.
Li uma vez em um gibi do Flash que “Se você não esta em movimento, você não esta vivendo”. Até mesmo o homem mais rápido do mundo não pode contra o tempo.
É como diz Rashid: “Por mais que você corra o tempo corre atrás de você”.
O tempo é algo tão poderoso, que enfraquece elos, envelhece, desfaz relacionamentos. Se uma promessa foi feita, o objetivo de ela ter sido feita é que será cumprida.
Será que o tempo pode apagar respostas e promessas?
Mesmo que o tempo prove dúvidas, dê respostas, o amor é a saída.
Afinal de que vale viver o tempo sem desfrutar os benefícios de uma “ruptura temporal” em nossas vidas?
De que adianta viver sem ter alguém em quem confiar?
De que adianta viver sem amar e ser amado?
Mesmo que o tempo apague respostas, uma promessa nunca deixará de ser uma promessa.
Mesmo que não seja cumprida, uma promessa não pode ser apagada pelo poderoso tempo.

A vida não é um imediatismo cego



Pensamos tanto em como viver e em como será nosso futuro, que às vezes, nos esquecemos de aproveitar mais a vida e as oportunidades que ela nos proporciona.
Batalhamos por algo e finalmente quando conquistamos o sabor da vitória, aquele enorme desejo que tínhamos se perde rápido em meio a novos desejos, novas vontades. E qual a vantagem disso? 
Será que somos meros humanos, seres capacitados com o poder do conhecimento, mas que não racionamos a ponto de refletir sobre nossa jornada e nossos atos? Será que estamos apenas tentando sobreviver porque não acreditamos na nossa própria capacidade de superação? Ou será que os verdadeiros heróis, nossos heróis (aqueles que nos influenciavam de maneira positiva, que sofriam em prol do bem maior, aqueles que “levavam pancadas” e até morriam se fosse necessário para restaurar a ordem como Jesus e dos super-heróis que foram criados com o intuito de servir e proteger aconteça o que acontecer) já morreram e estamos seguindo ideias que não valem a pena serem seguidas?

Nós vivemos ou apenas existimos nesse mundo? Nós fazemos a diferença ou apenas nos misturamos à multidão? Tomamos a decisão correta ou a decisão errada?

Chega de perguntas jogadas ao vento sem resposta, de questões lançadas ao quadro sem resolução.
Apenas é preciso agir, sair da zona de conforto e enfrentar as subidas e descidas da vida sem perder o foco.

Viver é acompanhar a música sem perder o ritmo.

Viver é prestar atenção às oportunidades que nos são oferecidas pela ironia não do destino, mas da consequência, e usa-las da melhor maneira.

Viver é fazer os outros se sentirem especiais mesmo quando você não se achar, e só então, depois, descobrir que todos somos especiais de maneira diferentes.

Viver não é deixar a vida ao relento, mas traçar planos e se empolgar com eles.

Viver não é um imediatismo cego.



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Go Skateboarding Day

Skate: mais que arte, mais do que terapia, inclusão social.

Se tem algo que eu amo fazer nessa vida é andar de skate. Assim como escrever alivia, o skate pode proporcionar muito mais do apenas um esporte. 
Além de colocar todo seu corpo em movimento, é necessário saber até onde pode-se ir, até onde é possível aguentar. A exaustão proporciona posteriormente uma sensação boa, algo como "missão cumprida", como um "O que faço é arte, é incrível" e me sinto bem fazendo isso.
Andar de skate é como terapia. Assim como escrever também é.
Ninguém pensa ou começa a andar de skate para emagrecer ou algo do tipo. É algo que vem da alma, só pode. A sensação de acertar uma manobra nova e a galera toda vibrando com sua conquista, algo que é diferente de tantos e tantos outros esportes. Diferente de uma partida de futebol entre rivais, um campeonato de skate não termina em briga. Existe essa questão de socializar no skate, você anda, se diverte, e ainda cria novos laços, sem deixar de lado sua galera do rolê.
Odeio essa imensa atenção que o futebol tem em nosso país. Sei que o Brasil é o país do futebol, mas o que muitos não sabem é que o skate é o segundo esporte nacional. Será que isso não merece importância também? Por que o Esporte Espetacular praticamente só divulga noticias sobre futebol? Qual a intenção desse nome? O nome deveria ser "Futebol Espetacular". Acho que faria mais sentido.
Enquanto você se diverte fazendo o que gosta, ainda emagrece, se esforça, esta junto com seus amigos, conhece lugares novos, é incrível.
Algo que também diferencia o skate é o fato da música. Assim como o skate esta inserido na cultura Hip Hop, o que da mais energia para o rolê é a playlist criada a gosto de cada skatista.
A música da a vibração e ajuda na determinação que nos leva a querer pular uma escada, cair, levantar. E tentar mais uma vez. E outra. Até conseguir acertar a manobra. É uma enorme satisfação quando se alcança seus objetivos e percebe-se a evolução.
Tenho uma crew de skate e ando de skate a um bom tempo para dizer que nunca conheci pessoas tão talentosas. Diferente do que pensam ou dizem sobre skatistas serem pessoas que "não querem nada com a vida", são pessoas confiáveis e que não tem medo do perigo.
A maior preocupação é se divertir e isso sabemos fazer muito bem.
Lembro que uma vez conversei com amigos a respeito do tempo em que andaríamos de skate e quando pararíamos. Afinal, todos tem planos e pretendem se formar, trabalhar. Mas não tem que haver um limite. Skate não tem idade, não tem inicio ou minimo necessário. Andarei até morrer porque isso me deixa feliz.
Sentir adrenalina é sempre bom. Andar de skate sempre é melhor ainda.