Logo em São Paulo, em meio a tantos eventos e lugares para tirar um lazer é quase impossível ficar em casa, principalmente aos finais de semana.
O mais incrível é a maneira como você vai conhecendo o espaço ao seu redor, como vai fazendo amizades e vai deixando sua marca nas vidas de outras pessoas através da arte e do esporte.
Somos batalhas de rap que acontecem cada vez mais, somos grafiteiros, skatistas, pichadores, mc´s, artistas de rua, somos os grupos de diferentes estilos e tribos da juventude e da velhice.
Lembro de quando eu cheguei na terra da garoa e não conhecia quase nada. Na época eu fui morar com meu pai em Embu das Artes numa chácara bem grande e eu e meus irmãos não saiamos muito de casa apesar de aproveitarmos bastante de dentro dos muros. Desde la sempre fui fascinado pela cultura de rua e todo o seu mundo era algo praticamente novo para mim.
O desenho faço desde pequeno. No sitio onde nasci, em Tupã (interior de sp) uma vez fiz uns desenhos na parede da área da casa da minha vó e ela não gostou muito no dia, mas percebeu que aquilo tinha sido criativo. Algumas vezes em família eu desenhava, mas faltava algo e na primeira oportunidade que tive graças a minha madrasta vim para a cidade grande. Aquilo foi o começo de tudo e apesar de eu ter começado a andar de skate no interior foi aqui que eu fui desenvolvendo esse hábito. Foi aqui que eu criei a crew e que conheci muitos picos e muitas pessoas importante em minha vida.
O skate e o graffiti abriram as portas para o desconhecido de modo a me fazer perder o medo de conhecer o imenso território que eu tanto almejava.
Daqui a uns dias acontecera a primeira arte no muro com apoio de uma loja e os rascunhos tão quase prontos...enfim, vivemos a rua e dela também podemos tirar dela coisas boas e adquirir conhecimento, ela nos ensina o que não aprendemos em casa e somos muito gratos por isso.
Diferente da unica coisa que os noticiários mostram na rua mesmo de madrugada existe felicidade, existe paz. Mas é a maneira que as pessoas querem enxergar que elas verão de fato.
Pare um pouco, pense e observe os muros, observe as colinas, as ladeiras e praças. Ali existe mais história e cultura do que muito lugar diz ou deveria ter.
Apesar de não haver o apoio e reconhecimento pela maioria de nossa sociedade transformamos e utilizamos o design dos lugares.
Graças a rua, somos o que somos.



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