quarta-feira, 9 de abril de 2014

Graças a rua

Tantos rolês, pistas de skate e tantas histórias emocionantes. Quanto mais desbravamos mais queremos conhecer lugares diferentes.
Logo em São Paulo, em meio a tantos eventos e lugares para tirar um lazer é quase impossível ficar em casa, principalmente aos finais de semana.
O mais incrível é a maneira como você vai conhecendo o espaço ao seu redor, como vai fazendo amizades e vai deixando sua marca nas vidas de outras pessoas através da arte e do esporte.
Somos batalhas de rap que acontecem cada vez mais, somos grafiteiros, skatistas, pichadores, mc´s, artistas de rua, somos os grupos de diferentes estilos e tribos da juventude e da velhice.
Lembro de quando eu cheguei na terra da garoa e não conhecia quase nada. Na época eu fui morar com meu pai em Embu das Artes numa chácara bem grande e eu e meus irmãos não saiamos muito de casa apesar de aproveitarmos bastante de dentro dos muros. Desde la sempre fui fascinado pela cultura de rua e todo o seu mundo era algo praticamente novo para mim.
O desenho faço desde pequeno. No sitio onde nasci, em Tupã (interior de sp) uma vez fiz uns desenhos na parede da área da casa da minha vó e ela não gostou muito no dia, mas percebeu que aquilo tinha sido criativo. Algumas vezes em família eu desenhava, mas faltava algo e na primeira oportunidade que tive graças a minha madrasta vim para a cidade grande. Aquilo foi o começo de tudo e apesar de eu ter começado a andar de skate no interior foi aqui que eu fui desenvolvendo esse hábito. Foi aqui que eu criei a crew e que conheci muitos picos e muitas pessoas importante em minha vida.
O skate e o graffiti abriram as portas para o desconhecido de modo a me fazer perder o medo de conhecer o imenso território que eu tanto almejava.
Daqui a uns dias acontecera a primeira arte no muro com apoio de uma loja e os rascunhos tão quase prontos...enfim, vivemos a rua e dela também podemos tirar dela coisas boas e adquirir conhecimento, ela nos ensina o que não aprendemos em casa e somos muito gratos por isso.
Diferente da unica coisa que os noticiários mostram na rua mesmo de madrugada existe felicidade, existe paz. Mas é a maneira que as pessoas querem enxergar que elas verão de fato.
Pare um pouco, pense e observe os muros, observe as colinas, as ladeiras e praças. Ali existe mais história e cultura do que muito lugar diz ou deveria ter.
Apesar de não haver o apoio e reconhecimento pela maioria de nossa sociedade transformamos e utilizamos o design dos lugares.
Graças a rua, somos o que somos.






 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Acampamento de Jah

O melhor de se ter um grupo de amigos que andam de skate com vc vai além do esporte ou da diversão. É  a amizade que prevalece independente da distância ou tempo.
 Já havíamos ido na virada esportiva e virada cultural e vários outros lugares, mas dessa vez decidimos acampar. E como alguns da crew moram próximo de Parelheiros optamos por acampar na via 1 da Serra do mar até porque o Anderson e o Fernando já conheciam um pouco do local.
O Allexandre organizou o evento no facebook e partimos naquela aventura para ver o que nos esperava. 
O ponto de encontro era no terminal Grajaú depois era necessário ir até o terminal parelheiros e pegar o ônibus Barragem até o ponto final. 
Fui com um pessoal da zona este até o Grajaú e encontrei a galera la esperando nas catracas. 
Chegando na Barragem caminhamos umas duas horas de trilha até achar a linha do trem, mas não achamos a cachoeira na primeira edição do acampamento, por isso, acampamos póximos a linha de ferro.
Era nossa primeira ida lá, mas estavamos tão empolgados que fomos atras de lenha e fizemos aquela fogueira gigante. Havia um guia conosco, mas ele acabou se perdendo então os mais experientes na cozinha começaram a fazer nossa gororoba, o que fiquei muito bom por ser nossa primeira vez acampando.
Como havia muitas pessoas não havia barraca para todos então improvisamos e coube todo mundo, mas não do jeito que queríamos. As fotos dizem por si só.





















No dia seguinte encontramos a cachoeira e um lugar melhor pra acampar que tinha até um mini fogão a lenha e ficava do lado de um riacho com um balanço em uma arvore. Esse balanço tem história!
Depois do primeiro vieram outras edições. Sempre vão algumas pessoas pela primeira vez, mas os pioneiros do primeiro sempre vão.
Esse último final de semana foi a 3ª edição, dessa vez estava muito mais calor, mas ainda assim fugimos da correria e do barulho da cidade da garoa e deu para espairecer a mente, conversar, fazer novas amizades e nadar bastante.
Já estamos pensando aonde vai ser o próximo acampamento de Jah e dessa vez vamos sair do Estado, aguardem!